Guri de Cidade (2)

Venho de um tempo em que as companhias nacionais chegavam a Porto Alegre com o que se denominava teatro de repertório. Cacilda Becker e Walmor Chagas trouxeram, por quatro semanas seguidas, sessões de terças a domingos, quatro peças. E o teatro sempre lotado.

De um tempo onde ocorria o Festival Nacional Estudantil, sob a coordenação de Paschoal Carlos Magno. Dezenas de grupos estudantis chegavam para apresentar seus espetáculos, suas idéias avançadas, suas visões de um teatro fora do tradicional.

Os primeiros shows de música de que participei, no simpático teatrinho da República, eram de terça a domingo durante quase um mês. E gente voltando por falta de lugar.

Os festivais constituíam-se em grandes acontecimentos aguardados ansiosamente. Cobertura intensa da mídia, transmissões ao vivo de rádios e tevês. Todos queriam a chance de participar. Além das apresentações nos teatros ou ginásios havia as cidades de lona onde a alegria e as festas varavam as madrugadas.

Quem viveu estes tempos deve guardar deles boas lembranças.

Hoje as companhias teatrais chegam para se apresentarem por um final de semana. E olhe lá.

Na Casa de Cultura Mario Quintana, onde as temporadas teatrais eram de sexta a domingo, houve um tempo em que se pagava o mínimo para não se apresentar na sexta em função do prejuízo.

Trabalha-se duramente para se montar um show musical, busca-se patrocínio, espreme-se daqui e dali, ensaia-se um largo tempo, e, ao final, o resultado: uma única apresentação em um de nossos teatros.

As editoras publicam cada vez mais, porém, é bom que se diga, a grande maioria dos títulos são de autores estrangeiros. Segundo Luciana Villas-Boas sobra o percentual de 7% para os nativos.

Talvez eu esteja ultrapassado, mas, aqui no meu rancho, abrindo algumas caixas com recortes, a melancolia toma conta. Não se volta ao que se passou, não é por aí a solução.

Hoje os jovens abraçam o mundo graças à tecnologia, o que não é de todo mal. Mas, creio, a incomunicabilidade irá marcar os tempos que virão.

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Califórnia da Canção: 1980

Sonhávamos em participar. Mas com que música?

Em 1980, finalmente, tínhamos uma canção simples, mas bem feita, que poderia ser inscrita.

Foi o que fizemos. E para nossa enorme surpresa, foi classificada.

E quem a intrepretaria?

Pensamos, de imediato, no Conjunto de Câmara que um ano antes havia vencido a Vindima da Canção em Flores da Cunha. Desistimos diante do número de componentes e da ajuda de custo que não cobriria as despesas.

Então nos voltamos para um jovem cantor surgido naqueles anos. Boa pinta, esguio, cabeludo. Voz grave, afinada, cheia de personalidade: Victor Hugo.

Não me lembro porque, mas não houve acerto.

O Cesar procurou o Grupo Saracura que, em princípio, aceitou a missão. Até por aí. Também eles, por razões que não vêem ao caso, declinaram do convite.

Estávamos nós, a poucos dias do Festival, sem intérpretes.

Quem tanto sonhou participar da Califórnia agora enfrentava um problema burocrático e sem solução. Ironia?

Naqueles tempos fui ao apartamento da tia do Kleiton e do Kledir. O motivo da visita, não lembro. Mas lembro que lá estava, também, o Vitor Ramil que havia classificado uma parceria com o Fogaça, Semeadura.

Na ocasião, lamentava a falta de grana para melhor participar do festival.

Eu ali, ouvindo e ruminando.

E se eu propusesse a ele? Não, a nossa canção era muito simples e ele, provavelmente declinaria.

“Vitor, não precisas nem arranjá-la. Só queremos que a apresentes, voz e violão. E depois, a ajuda de custo fica toda contigo.”

Não tive coragem. A falta de confiança em meu trabalho, que me acompanha até hoje, foi mais forte.

Pela primeira vez, que eu saiba, uma das escolhidas deixou de ser apresentada por falta de intérprete.

Trinta e quatro anos depois, perdido nestas lonjuras, em noites de insônia, vez que outra imagino ouvir os locutores:

“A próxima concorrente vem de Porto Alegre. Música de Cesar Dorfman. Letra de Sergio Napp. Roda, Roda, uma toada. E para apresentá-la, Vitor Ramil!”

Sinto calafrios pensando no que poderia ter acontecido.

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Paixão Côrtes

Deve ter sido no final da década de 70 que procurei, pela primeira vez, o Paixão Côrtes.

Havia um festival de música nativa em uma das emissoras de televisão de Porto Alegre e um grupo de amigos estava a fim de se apresentar defendendo uma de nossas canções.

E lá fui eu com a missão sagrada de procurar o Paixão na Secretaria de Agricultura do Estado para lhe fazer uma crucial pergunta: Quais os instrumentos de percussão poderiam ser usados neste caso?

Minha surpresa, e dos outros, foi enorme, com a resposta: Quase não há instrumentos de percussão na música gauchesca. Talvez, vocês possam usar o triângulo.

Triângulo? Mas como, não se tratava de um instrumento ligado à música nordestina?

O Paixão para nós era um ícone e nem sequer discutimos.

Na apresentação, lá estava eu, meio que escondido atrás do grupo, com um triângulo nas mãos e uma certeza: se o Paixão falara.

Nossa aventura terminou naquela noite uma vez que não fomos para a final.

Agora o personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista, que passou pelo Olympia de Paris, pelo palco da Universidade de Sorbonne e um mês na Inglaterra divulgando seus livros, está à minha frente.

– Buenas, tchê! Te escondes que é uma beleza, vivente!

Entramos, o Dom Luís vem lhe dar as boas-vindas, recebe um afago em contrapartida.

– A que devo?

– Me falam tanto neste teu rancho perdido em um lugar qualquer do pampa que a minha curiosidade mordeu forte e eu não agüentei. É de uma belezura incrível o lugar que escolheste para teu exílio. Também eu me acolherei no interior, em uma de nossas praias e me sinto bem. Não sei se conseguiria viver num lugar como este. Não te parece ermo?

– Já caminhei demais por este mundão e nem sempre a alegria andou comigo.

– E no inverno como te agüentas?

No inverno, amigo Paixão, há uma morena com olhos de graúna, cujo corpo se gruda no meu. Suas mãos me enfeitam, seus beijos acendem fogueiras e não há inverno que a ela resista. Porque se há algo de verdadeiro a nos aquecer são as lembranças.

 

 

Pampianas/ZH

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Remembranças

Viro e reviro a foto: nela dois meninos, cinco a seis anos, sentados na soleira da porta de uma casa simples, seguram seus ninhos enfeitados com papel de seda de várias cores, à espera dos chocolates. Um deles sou eu.

Onde se encontrará este menino nos dias de hoje?

Certo, amou muito e, nem sempre, foi correspondido.

Certo, correu mundo, aventurou-se o mais que pode.

Em 54 estava em sala de aula quando chegou a notícia do suicídio de Vargas e soube da cidade depredada. Descobriu, entre assustado e medroso, que a vida não se resumia a uma bicicleta, uma bola, um campinho de várzea, um cinema.

Já em 56 vibrava com a vitória da Maria José Cardoso no Miss Brasil e acompanhava o corso pelas ruas da cidade.

Em 64 aconteceu o que todos sabemos. E o adolescente viu um vizinho, amigo de seu pai, ser carregado pela polícia durante a noite. E assustou-se.

Mas em maio de 68 acompanhava a rebelião dos estudantes em Paris. E, no final deste ano, estava no Maracanãzinho, caminhando e cantando uma nova canção, aplaudindo entusiasticamente o Vandré e vaiando o Tom e o Chico.

Em 73 estava no Chile resistindo com Allende.

Acompanhou de perto o garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones ser enviado à morte no Vietnã.

Empolgou-se com as Diretas Já e o comício dos cem mil imaginando a construção de um novo país, mas em 85 seu coração de estudante morria junto a Tancredo.

Em 92 deixou de lado o que fazia para gritar junto ao movimento dos caras pintadas.

Depois submergiu na descrença em relação aos governantes deste país e dela não se esforçou em sair.

Hoje aquele menino é um velho isolado/exilado em um rancho perdido no tempo e no espaço. Tem por amigos um cachorro e um cavalo. Por companheira, a solidão. Por refugio, a biblioteca, e, vez que outra, a noite clara, límpida, estrelada.

Mesmo assim, ao revirar a foto que trago em mãos e fazendo um rápido balanço destes anos, mesmo assim e apesar de tudo, penso que valeu a pena vivê-los.

Parafraseando Pablo Neruda, confesso que vivi.

 

 

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Pássara

 

O que se leva na alma é o que se carrega pela vida afora. A luz de cada manhã é outra a cada manhã.

É o que sinto ao olhar o azul deste dia aqui em Passa Passa Quatro.

Em algum lugar do mundo descobriram que há um dia mais triste que todos os outros. E se pudéssemos transformá-lo em um dia tão alegre que pareça inverdade?

Minhas divagações se interrompem quando meu sobrinho avisa: Estou grávido!

E desde quando ainda se fazem filhos neste mundo louco?

Depois reflito: cada criança é uma ponte para o amanhã. É quem pode transformar os dias. É a esperança de que nossas cascas se desprendam e possamos ser pessoas melhores.

Abraço meu sobrinho com afeto: Sinto-me feliz, muito feliz.

Esta que se anuncia há de chegar com uma lua tão cheia que não haverá diferença entre a noite e o dia. E a música há de soar pelo horizonte numa cascata de sons.

Esta que chega encontrará tempos confusos. Ásperos. Amargos. Mas ela saberá o que se deve ou não carregar na sacola para se precaver dos perigos.

Saberá o caminho verdadeiro para ensiná-lo aos que se defrontam com o imponderável. Esta que se anuncia deixará um rastro pelo qual a vida se justificará.

Quando ela me visitar em Passa Passa Quatro eu lhe ensinarei a lerdeza das tardes, a maciez das águas do arroio, o majestoso na sombra da figueira. Eu mostrarei a ela a suavidade do espreguiçamento do Dom Luís, o trote maneiroso do Mancha e o vôo descompromissado dos pássaros em busca da noite. Tudo ela guardará em seus olhos de curiosidades e levará em seu coração de encantamentos.

É que os velhos são assim: resguardam as esperanças e as delicadezas. Prezam as lembranças e o futuro. Criam expectativas e carinhos.

Velhos são cacimbas de água fresca aonde as crianças vêm matar a sede nas tardes quentes de verão. Ela virá também, não tenho dúvidas. Eu a tomarei nos braços e hei de contar-lhe histórias. De uma pássara, penas de seda, olhos de luz, trinados de festa. Uma pássara que se fez menina, linda, linda, e veio fazer ninho em nós.

 

 

 

Pampianas/ZH

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Assim na terra

As manhãs brumosas revelam surpresas. Ou um sol resplendente ou uma chuva miúda de saudar o pasto.

Os homens também nos pregam surpresas. E não são poucas

Pois em uma manhã destas vejo que alguém se achega, devagar e sempre pela trilha que conduz ao rancho.

Dom Luís alça as orelhas e o Mancha olha o visitante como quem não olha para nada.

Mal ele apeia e prende o cavalo na cerca e eu recordo. Com esta voz, cujo esganiçamento ninguém há de curar, murmuro: Nos arames em que foi peão pendurado, deixei os olhos fixados…

Ele se achega e eu o abraço com carinho.

– Um café?

– Um mate.

Vamos até a biblioteca, lugar preferido.

– Que te trazes?

– A saudade de um lugar feito este. Simples e amistoso. Um bom mate. Um dedo de prosa. Um pouco de silêncio que o mundo está meio no exagero.

Por um tempo fomos conterrâneos. Depois mudaram meu local de nascimento, mas ficamos muito perto. Embora distantes pela idade.

“Por natureza, por essência, por definição o artista é um cidadão incomum e iluminante. O artista é, na prática, difícil de reunir, impossível de redomonear, instável de conviver. Enxerga os absurdos antes dos demais, sente as transformações sociais primeiro, e isso o coloca em estado de alarme e angústia.”

Interrompo a leitura e o encaro.

– O problema de se definir é que não há mais volta.

Apanho o Rascunho:

“Por isso, nessa ousada travessia poética de Luiz Sergio Metz, a voz de Eliot ressoa pelo pampa a perder de vista e também dentro de suas taperas silenciosas, porque no sul, no sertão ou em qualquer parte do mundo viver é sempre “uma preparação para a saudade”.

– O melhor de uma obra é o olhar alheio.

– E o jacaré, Sergio?

– O território da infância é vasto e sem fronteiras. O jacaré faz parte dele. E sabe-se lá se este jacaré, de uma ou de outra forma, não se encontra na minha escrita.

A cuia pende em sua mão. Seu olhar se perde em um ponto imaginário. Adivinho neste olhar o que percebo nos olhares de todos os que não tiveram o tempo suficiente para completar suas obras. Desencanto.

 

 

Pampianas/ZH

 

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O desafio de publicar

Marcelo Spalding

Publicar um livro ainda é o grande sonho de quem gosta de escrever. Fazemos oficinas, participamos de concursos, figuramos em blogs e sites e newsletters, mas publicar um livro ainda é o grande sonho. Um grande sonho e, para muitos, um tortuoso caminho.

Isso me lembra a menina pobre de uma escola humilde perguntando como fazer para publicar suas poesias. Ou um personagem-escritor de Dom Quixote batalhando para imprimir seu livro. Me lembra a Marô Barbieri e o Mario Pirata, competentes escritores gaúchos e promotores das próprias obras. E me lembra as livrarias modernas, enormes, organizadas, com cheiro de tudo, menos de livro.

É, há um looongo caminho entre o ponto final e o cheiro de papel.

De forma simples, podemos identificar três processos depois do ponto final em um texto. Primeiro, descobrir a dificuldade que é publicar, especialmente pela primeira vez. Segundo, entender o porquê dessa dificuldade (excesso de escritores, escassez de leitores, mercado com leis capitalistas e alto custo do papel são algumas pistas). Terceiro, encontrar uma solução para superar tais entraves.

Muitas obras que o autor considera “imortais” morrem aí, no ponto final. Ficam restritas ao escritor ou aos amigos do escritor. Não, ainda não foram recusadas por centenas de editoras. Simplesmente o autor, ao olhar para o mercado editorial, se pergunta: para que pôr mais um livro no mundo? Será que sou bom o suficiente?

Minha dica – se de cá posso dar alguma – é não desistir tão fácil. Querer publicar um livro é como querer ter um filho, não há nenhuma razão lógica para se pôr mais um filho nesse covil, mas é o sonho de muitos e, se formos otimistas, um bom livro nunca é demais para uma sociedade em formação. Melhor do que desistir seria tomar a consciência do tamanho da literatura, muito superior a qualquer outra arte, e reescrever mil vezes o texto, melhorando-o cada vez mais antes da publicação apressada.

Porque só a literatura compete de forma tão evidente com toda a sua história, uma história milenar. Na mesma prateleira de um romance estará Dom Quixote e Madame Bovary, na mesma estante de um teatro estarão os de Shakespeare e Ibsen. Um conflito, aliás, muito bem representado por Carlos Henrique Schroeder em A Rosa Verde (tema da próxima coluna): “eles continuam ali, rindo, me ameaçando com suas obras grandiosas, criativas, geniais, me reduzindo, intimidando”. Se a intimidação servir de estímulo para a releitura, para a visão crítica do que se produziu, ótimo, estamos no caminho certo.

E então o texto está pronto e relido. Agora sim, pensa a menina, eu, os mil e um escritores por aí afora, agora sim vale a publicação. Aí há três caminhos:

1) enviar para uma editora comercial;
2) inscrever a obra em algum concurso literário;
3) pagar a própria edição.

É evidente que qualquer escritor começará pela 1, mas raramente terá sucesso. As editoras comerciais são mais comerciais que editoras. E nós não somos (ainda) o Pedro Bial biografando a vida do chefe. Então passaremos para a 2. Conheço muita gente que começou por um concurso ou financiamento público, pode ser uma alternativa. Mas requer, além de qualidade, muita paciência.

O terceiro caminho é o mais traiçoeiro e viável. Antes, vale ressaltar que sempre se pagou para publicar (de Augusto dos Anjos a James Redfield). A auto-publicação não é errada e se existe preconceito é pela quantidade de lixo que se publica por conta própria. O que torna traiçoeira esta alternativa são as falsas editoras que mal fazem o papel de gráfica, diagramando e imprimindo o livro para o jovem escritor por um preço muito superior ao que se conseguirá pelas vendas. Especialmente porque, depois do ponto final e do cheiro de papel, há outro problema, a distribuição.

Mas voltando à publicação, ela não atribui, por si só, qualidade a um texto. A gente pensa que publicar trará reconhecimento, mas não basta ver nossa história eternizada em papel. É preciso ter boas histórias, acima de tudo. E bem contadas. As que forem realmente boas, acabarão no papel. Porque o mercado editorial tem lá suas regras, parecidas com as de um banco, uma loja ou um canal de televisão. Ele está atolado no mercado, nas leis liberais deste, e só de vez em quando estica os olhos para a novidade, para a arte. Cabe a nós, iniciantes aventureiros malucos escritores em busca de espaço, aprimorar nossos textos para que se aproximem desta tal arte. E assim sejam percebidos nessas esticadas de olhos do mercado.


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Dicas para quem tem um original pronto e não sabe o que fazer com ele:

1) Procure um bom primeiro leitor, de preferência algum escritor, professor ou leitor exigente que aponte mais defeitos do que qualidades;

2) Envie o texto para uma revisão, preferencialmente profissional;

3) Registre seu texto na Biblioteca Nacional (clique aqui);

4) Se você quiser enviar para editoras e concursos, mapeie quais estão adequadas ao perfil do livro. É importante conhecer a editora, pois você tem mais chances de publicar um livro de contos na Cia. das Letras do que na Sextante, por exemplo;

5) Prepare um original sem erros de digitação, diagramado com fonte de boa legibilidade e espaço no mínimo um e meio entre as linhas; acrescente antes do texto uma breve carta de apresentação sua e, depois, uma sinopse do livro que seja curta e eficiente;

6) Entregue o livro pessoalmente ou, se não for possível, envie pelo correio. E não hesite em enviar para mais de uma editora ao mesmo tempo. Mas se você for aceito por alguma, é no mínimo elegante avisar as demais;

7) Se você optar por uma edição paga, vá adiante, mas cuidado, principalmente, com a editora que vai escolher. Tente se informar sobre suas obras anteriores, converse com autores da editora, procure saber o que ela oferece em contrapartida e sua reputação no mercado;

8) Se você quiser fazer uma edição do autor, tenha em mente que pode ser importante o código de barras e a ficha catalográfica para a colocação em livrarias e até alguns prêmios literários;

9) Cuide, no caso de livros publicados por conta própria, com os custos de impressão em relação a tiragem e com a divulgação e distribuição da obra. Devido ao fotolito, é sempre mais barato o custo unitário do livro para tiragens maiores;

10) Não deixe de continuar produzindo e, especialmente, participando da comunidade literária enquanto seu livro não é aceito por nenhuma editora. Infelizmente ter um nome (re)conhecido é tão importante quanto um bom texto.

Marcelo Spalding

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