De mim só restou um pouco e este pouco me é dolorido.
Para se conseguir uma frente, todo o mundo se faz árvore.
Somos os mesmos com os olhos voltados para um lugar inalcansável, mas sem forças, à espera do Messias. E o primeiro inverno se aproxima.
Sentado no banco do jardim, olhando os netos se lambuzarem brincando com os cachorros, ele se sente tranquilamente um infeliz.
Para as crianças Deus coloca almofadas no chão.
Ao se contemplar, decifra-se. É ele o homem, aquele que, ao contrário dos outros, preocupa-se.
E aí o general-secretário declara: Técnicamente isto não é tortura.
E de repente somos o cego em meio ao tiroteio e não sabemos em quem confiar.
O amor é cego, a amizade clarividente.
Os pouco iluminados que me perdoem, mas cultura é fundamental.
As rosas lamentam o tempo perdido na infância.
A sorte cai sempre dentro do mesmo sapato.
